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28 de setembro de 2017

Para inovar, é preciso quebrar regras antigas e criar novos preceitos, afirma Hitendra Patel


Líder global em inovação destacou, em seminário realizado na FecomercioSP, que empresários passam muito tempo gerenciando os negócios atuais e não encontram tempo para observar as oportunidades

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho do Comércio Externo, realizou ontem, 21 de setembro, o seminário Inovação no Comércio: Tendências para competitividade Global, que discutiu como é possível inovar o comércio brasileiro com o foco na internacionalização do mercado, além de mostrar a importância dos laços comerciais com o país norte-americano.

 

O debate contou com a participação de Hitendra Patel, especialista em inovação e diretor-executivo do IXL Center/Boston Innovation Gateway; Kenya Somerville, cônsul comercial dos EUA; e Manuel Mendes, diretor-executivo do IXL Center/Boston Innovation Gateway.

 

O seminário foi conduzido por Patel, que falou sobre diferenciais no comércio e internacionalização com foco nos EUA. Segundo o especialista, nos últimos cinco anos a inovação é um tópico que se vê em todas as capas de revistas, mas os CEOs muitas vezes não sabem como aplicá-la na prática. “O ideal é trabalhar nas grandes ideias para deixar para seus filhos e netos. Hoje, muitos empresários passam muito tempo gerenciando os negócios atuais e não encontram tempo para observar as oportunidades.”

 

Patel explicou que existe uma lacuna imensa entre a expectativa do líder e o acontecimento real. “Toda empresa tem uma lacuna de crescimento, que se tornará cada vez maior se não cuidar, então, quando você planta uma semente, ela tem que ser relevante como negócio no futuro. E como não sabemos como será o futuro, usamos as tendências, pois são elas que nos dão uma visão do que vai ser o futuro.”

 

Para o especialista, é preciso traçar uma jornada cheio de curvas, com uma equipe motivada e otimista, pois as escolhas erradas te ensinam a não fazer de forma errada, então, é preciso cometer erros e aprender com eles. “Muitas empresas eliminam os erros e a inovação é exploração, não tem receita, você tem de aprender na prática. Cometer erros é ter coragem”, destacou Patel.

 

O diretor-executivo ressaltou que é preciso pensar grande, pois ter ideia é fácil, mas a execução é o que dificulta. “A jornada não é simples, é preciso estar em contato permanente com clientes, fornecedores e concorrentes. Para inovar, é preciso quebrar regras antigas e criar novos preceitos”, destacou.

 

Manuel Mendes, também diretor-executivo do IXL Center/Boston Innovation Gateway, falou da internacionalização de empresas. Para o diretor, a inovação de mercado é uma das grandes alternativas para as empresas, principalmente com o foco nos EUA.  Mendes explicou que os EUA são um grande mercado e têm regulamentação estável e renda, além da valoração da marca, porém, é preciso cuidado em onde inovar. “Segmentação de mercado (tendência), oferta de produto (o que vai ofertar; deve-se entender a cultura do país), canal de venda (atender o consumidor de forma diferente) e a presença digital são alguns pontos primordiais para o modelo de negócio.”

 

Mendes destacou que há um aprendizado muito grande no processo de expansão comercial. “É importante adaptar o modelo de negócio, ter a flexibilidade para reposicionar a marca. A internacionalização, quando feita de forma criteriosa e sistemática, há mais chances de sucesso.”

 

A cônsul comercial dos EUA Kenya Somerville, explica que o país, além de ser a nação que mais recebe investimentos internacionais, oferece o ambiente perfeito para as empresas brasileiras se estabelecerem e vender seus produtos. “Em 2015, as empresas americanas exportaram para o Brasil US$ 28 bilhões”.

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